Celltrust desenvolve SecureSMS
Computerworld
A aplicação SecureSMS da Celltrust permite aumentar os níveis de segurança do envio de mensagens de texto (SMS) por telemóvel. Com a utilização da aplicação, mesmo que o telemóvel seja roubado, não é possível aceder às SMS gravadas e que estão sob a protecção da aplicação, segundo as afirmações de Houman Shafiezadeh, CTO da CellTrust.
A aplicação encripta as mensagens antes da sua transmissão com uma chave única à qual só o emissor tem acesso, descodifica a mensagem quando chega ao seu destinatário e volta a encriptar com outra chave para a entrega. A aplicação, quando disponível nos telemóveis de envio e recepção, coloca as mensagens encriptadas num local específico a que apenas se pode aceder com uma palavra-chave.A aplicação destina-se principalmente a instituições bancárias, pois adicionalmente fornece informação de confirmação de recepção e abertura das mensagens por parte do cliente, assegurando que quem acedeu à informação tem a palavra-chave. Essas confirmações são pagas, no entanto, pelo subscritor, o que significa que a aplicação é mais viável para clientes com tarifários que facultam o envio ilimitado de mensagens, segundo a Celltrust.
A Celltrust já está em negociações com um conjunto alargado de bancos norte-americanos a para a realização de testes. No entanto o processo é lento pois é difícil “encontrar clientes suficientes com o tipo de conta adequado, telefone e tarifário é complicado, e por causa disso estamos a adiar os testes”, disse Shafiezadeh. Depois de encontrar os clientes é ainda necessário persuadi-los a aderir à aplicação e só depois se podem iniciar os testes.
A empresa espera que os testes se iniciem em Março, e que em Setembro a aplicação já possa estar disponível. Outras empresas já disponibilizam ferramentas que protegem as mensagens enviadas, no entanto estas dirigem-se a um número limitado de dispositivos. Esse é o caso da Kryptext, que disponibiliza uma ferramenta similar à da Celltrust, mas só compatível com telemóveis com SO Symbian.
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